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Marco do Saneamento: O Papel da Tecnologia na Eficiência Hídrica

O papel crucial da tecnologia na eficiência hídrica sob o Marco do Saneamento, explorando benefícios, desafios e perspectivas futuras..

15/04/2024 às 18h43
Por: Adrovando Claro Fonte: Barbara Acácia Cristiano
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 Marco do Saneamento: O Papel da Tecnologia na Eficiência Hídrica

*Octavio Brasil


Sancionado em julho de 2020, o novo marco do saneamento básico tem o objetivo de garantir que 99% da população passe a ter acesso à água potável e que 90% possam contar com o serviço de tratamento e coleta de esgoto até o final de 2033. Entretanto, para conseguir alcançar as metas estipuladas, será necessário ter a tecnologia como aliada.

Nos últimos anos, temos observado um aumento exponencial na demanda por soluções inovadoras e eficientes no setor de saneamento em todo o mundo. Esse fenômeno é impulsionado pelo crescimento das populações urbanas e pelas mudanças climáticas, que impactam diretamente a disponibilidade de água potável.

De acordo com a pesquisa realizada pela Bluefield Research, para resolver todos os problemas de escassez de água, por exemplo, será necessário movimentar cerca de US$ 20 bilhões até 2027.

Diante desse cenário, uma das tecnologias que tem ganhado destaque é a plataforma Smart Water, que tem como objetivo aprimorar a eficiência da gestão da medição e, com isso, a preservação dos recursos hídricos. Essa solução incorpora tecnologias avançadas como Big Data e Internet das Coisas – IoT -, Inteligência Artificial – AI – e integrações entre sistemas e dispositivos multifabricantes.

No Brasil, um dos grandes problemas que enfrentamos é o desperdício de água, que ocorre pela ineficiência das redes de distribuição. Para detectar esse tipo de problema, é necessário ter equipamentos bastante tecnológicos. Neste contexto, a utilização de módulos de comunicação com inteligência embarcada no campo sistemas analíticos e escalabilidade de dados para tomada de decisão, com o objetivo de coletar, armazenar e analisar grandes volumes de dados relacionados, online, juntamente com tecnologias de comunicação IoT, com cobertura global, inclusive via satélite, como forma de interconectar dispositivos e sensores, são as principais soluções que beneficiam o setor.

Vale destacar que, como grande impulsionador ao atendimento regulatório do marco do saneamento, o Machine Learning, que é o aprendizado de máquinas, contribui na análise da totalidade dos dados de medição dos diversos tipos e grandezas de unidades consumidoras de água. Quando se refere à infraestrutura sanitária, essa tecnologia pode ser utilizada também como forma de identificar suspeitas de anomalias de consumo, de tendências de pagamento, suspensões do fornecimento, monitoramento da rede e qualidade no fornecimento.

Apesar dos benefícios, a implementação dessas tecnologias enfrenta desafios, como a gestão eficiente dos dados coletados e a integração entre diferentes sistemas e tecnologias. É desafiante, também, no contexto brasileiro, superar a predominância de processos analógicos e de alguns requisitos burocráticos, dificultam a adoção mais veloz dessas inovações.

À medida que mais empresas de serviços essenciais, públicos ou privados, reconhecem a eficiência e a qualidade das tecnologias disruptivas e inteligentes aplicáveis nos serviços de saneamento, espera-se que o uso da tecnologia cresça significativamente nos próximos anos. O Brasil, com sua vasta extensão territorial, pode se beneficiar enormemente com a adoção dessas inovações, impulsionando o desenvolvimento e a eficiência do sistema de saneamento básico em todo o país.

Embora existam alguns desafios a serem enfrentados, o potencial de melhoria na eficiência operacional e na conservação dos recursos hídricos torna essas tecnologias essenciais para o futuro sustentável do setor. Essa integração entre tecnologia e gestão eficiente está moldando um futuro em que a utilização responsável e sustentável da água é priorizada, refletindo a crescente conscientização sobre a importância da conservação ambiental e da gestão inteligente dos recursos naturais.

*Octavio Brasil é gerente da CAS Tecnologia.

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