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Dengue: gestão inadequada de resíduos sólidos pode contribuir para aumento do número de casos, aponta especialista

Falta de coleta regular e descarte inadequado de materiais tornam ambientes favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti

06/05/2024 às 11h25
Por: Adrovando Claro Fonte: Bruno Carvalho
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Gui Arruda, CEO da Vertown - Crédito: Rafael Motta
Gui Arruda, CEO da Vertown - Crédito: Rafael Motta

O Brasil já registrou mais de 1.300 mortes por dengue em 2024, como mostram os dados do Painel de Arboviroses, do Ministério da Saúde. Ao longo do ano, já foram listados mais de 3 milhões de casos prováveis da doença no país.

O número de óbitos é o maior da série histórica, que teve início em 2000, superando o recorde anterior, alcançado em 2023, quando 1.179 pessoas morreram após contraírem a patologia.

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que tem sua reprodução facilitada pelo acúmulo de água. Os resíduos descartados e armazenados em locais inadequados também podem colaborar para a proliferação do inseto transmissor, como aponta o especialista Guilherme Arruda, CEO da Vertown, empresa líder em soluções de gestão de resíduos e sustentabilidade.

“A falta de coleta regular e o descarte indevido de resíduos contribuem para a criação de ambientes favoráveis à reprodução do mosquito transmissor da doença. Recentemente, um estudo publicado pela National Library of Medicine ressaltou a associação entre o gerenciamento inadequado de resíduos sólidos e o aumento dos casos de dengue”, afirma Arruda.

O especialista explica que no Brasil ainda existem pontos de melhoria quando o assunto é gestão de resíduos. “Uma pesquisa realizada em cinco capitais brasileiras, em 2020, mostrou que os dias de Carnaval resultaram, na época, em cerca de 3,5 mil toneladas de resíduos nas ruas, o que, sem dúvidas, proporcionou ambientes propícios para a proliferação de insetos como o Aedes aegypti”.

Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde decidiu investir R$1,5 bilhão na luta contra a doença. Além disso, oito estados e o Distrito Federal declararam situação de emergência, por conta do aumento do número de casos.

Segundo Arruda, é preciso que todos estejam engajados em evitar água parada e descarte inadequado de resíduos sólidos nos ambientes. “A conscientização da população sobre a relevância dessas práticas e o apoio governamental são fundamentais para proteger a saúde pública e promover ambientes mais saudáveis e sustentáveis”, conclui o CEO da Vertown.


Sobre a Vertown: Fundada em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 2017, a startup passou por um processo de internacionalização e, desde 2021, atende empresas de diferentes países. Hoje, acumula mais de 72 grupos econômicos, com mais de 2 mil unidades operacionais, em seu portfólio. A plataforma Vertown realiza a rastreabilidade dos resíduos gerados em toda a cadeia produtiva. Assim, seu negócio está sempre em compliance com a legislação. Além disso, a plataforma fornece dados confiáveis para medição e melhoria dos principais indicadores ESG como emissão de CO² e índice de reciclagem. A Vertown auxilia na comercialização de resíduos que seriam descartados, obtendo ganhos financeiros e reduzindo os custos com aqueles que precisam de tratamento. A empresa indica fornecedores confiáveis e é responsável pela homologação do fornecedor enquanto o contrato estiver ativo e, ainda, auxilia na execução de projetos de aterro zero e redução da emissão de CO2 referentes à gestão de resíduos e busca tecnologias de destinação mais sustentáveis para resíduos, reduzindo o impacto ambiental.

 

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